A Amazon concordou em pagar US$ 2,5 bilhões (R$ 13,0 bilhões – cotação 27/04/2024) em multas e reembolsos para encerrar a investigação da Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) sobre práticas de adesão ao Amazon Prime.
Do total, um fundo de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,8 bilhões – cotação 27/04/2024) indenizará cerca de 35 milhões de assinantes; outros US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões – cotação 27/04/2024) irão para multas regulatórias. Cada consumidor elegível receberá automaticamente US$ 51 (R$ 265 – cotação 27/04/2024) caso tenha aderido ao serviço entre 23/06/2019 e 23/06/2025 por meio de ofertas que a FTC classificou como enganosas e tenha usado no máximo três benefícios do programa no primeiro ano de assinatura.
Como parte do acordo, a companhia criará um botão “claro e visível” para recusar a assinatura, simplificará o cancelamento e contratará um supervisor independente para monitorar o cumprimento das novas regras. A gigante do e-commerce não admitiu irregularidades, mas afirmou em nota que o desfecho permitirá “seguir em frente e focar nos clientes”.
Especificações e disponibilidade
• Fundo de reembolso: US$ 1,5 bilhão (R$ 7,8 bilhões)
• Multa à FTC: US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões)
• Pagamento individual: US$ 51 (R$ 265)
• Elegibilidade: assinantes Prime entre 23/06/2019 e 23/06/2025 com uso limitado de benefícios
• Medidas de compliance: botão de recusa visível, cancelamento facilitado e auditor independente
Embora o Prime tenha sido lançado em 2005 por US$ 79 (R$ 410,8 – cotação 27/04/2024) ao ano e hoje custe US$ 139 (R$ 722,8 – cotação 27/04/2024), o programa continua central para a receita da empresa, gerando US$ 23,9 bilhões (R$ 124,28 bilhões – cotação 27/04/2024) em assinaturas apenas no primeiro semestre de 2025.
Imagem: Notícias de tecnologia portal Avgreview 15
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Fonte: Reuters via UOL