Brasil paga 30% mais para processar dados, diz Brasscom

Operar um data center no Brasil sai de 20% a 30% mais caro do que contratar o processamento no exterior, alerta a Brasscom.

Segundo Affonso Nina, presidente-executivo da entidade, cerca de 60% dos workloads em nuvem de empresas brasileiras são executados fora do país. O principal entrave está nos custos de infraestrutura, impostos e energia, que encarecem instalações locais mesmo para provedores regionais.

Por que o custo é maior?

Do hyperscale — domínio de Google, Microsoft e Amazon — aos prédios colocation, a montagem de um data center exige engenharia especializada, cadeia de fornecedores e mão de obra qualificada. No Brasil, a alta carga tributária e a logística encarecem servidores, sistemas de refrigeração e, principalmente, o custo de energia elétrica.

Impacto ambiental e autonomia

Nina rebate críticas sobre consumo de recursos: os data centers respondem hoje por 1,3% da energia nacional, projeção que não deve ultrapassar 3,5% até 2030. Para ele, ampliar a capacidade interna é vital para a soberania digital, evitando o “extrativismo” em que empresas estrangeiras capturam dados locais, processam fora e remetem valor agregado para suas matrizes.

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Imagem: Notícias de tecnologia portal Avgreview 19

Principais números

• 60% do processamento em nuvem de empresas brasileiras ocorre no exterior.
• Instalar no país custa de 20% a 30% mais.
• Consumo de energia dos data centers: 1,3% (hoje) → até 3,5% (2030).
• Setores que mais consomem energia: comércio (7,5%), metalurgia (7,1%) e papel (3,2%).

Fonte: UOL Tilt

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