Brasil planeja soberania digital com IA na ONU

O Itamaraty definiu cinco frentes — soberania digital, multilateralismo, acesso aberto, diversidade linguística e ética robusta — para sustentar a posição brasileira sobre inteligência artificial (IA) em fóruns globais, especialmente na ONU.

Em entrevista ao podcast Deu Tilt, o embaixador Eugênio Vargas Garcia explicou que o Brasil defende o “direito ao destino digital”, isto é, a capacidade de cada país desenvolver, regular e controlar suas próprias tecnologias. A proposta inclui ainda o fortalecimento do acesso aberto, rejeitando barreiras comerciais como restrições de exportação de chips que dificultam o avanço de nações em desenvolvimento.

Outro ponto é a instalação de um cabo submarino intercontinental ligando o Brasil à África, Oriente Médio, Índia e China, projeto que busca financiadores no bloco BRICS. A infraestrutura pretende reduzir a dependência de rotas de dados controladas por grandes potências.

Especificações e disponibilidade

• Fórum prioritário: Organização das Nações Unidas, por reunir também países do Sul Global.
• Eixos éticos: transparência, prestação de contas, respeito a direitos humanos e combate a vieses algoritmos.
• Infraestrutura: cabo submarino em estudo de viabilidade; supercomputador nacional de classe mundial com investimento previsto de R$ 1,8 bilhão.
• Ambição: reduzir a dependência de semicondutores importados, hoje em 90%.

Não há valores em moeda estrangeira envolvidos no programa; investimentos são cotados em reais e podem vir de fundos multilaterais ou parcerias estratégicas a serem firmadas nos próximos dois anos.

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Imagem: Notícias de tecnologia portal Avgreview 1

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Fonte: UOL Tilt

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