Cordas cósmicas podem viabilizar viagem no tempo

Cientistas sugerem que estruturas teóricas conhecidas como cordas cósmicas possam criar atalhos no espaço-tempo capazes de levar ao passado ou ao futuro.

Previstas há mais de meio século, as cordas cósmicas voltaram a chamar atenção depois que telescópios modernos registraram possíveis sinais de lentes gravitacionais incomuns. Se existirem, esses “fios” hipotéticos teriam largura subatômica, massa de milhares de sóis e se estenderiam por todo o Universo, gerando distorções gravitacionais extremas.

Em entrevista à BBC, o astrofísico J. Richard Gott explicou que duas cordas movendo-se quase à velocidade da luz poderiam curvar o tecido espaço-tempo e formar um loop temporal, conceito que complementa a Relatividade de Albert Einstein. A teoria se soma a evidências empíricas, como o experimento com o astronauta Scott Kelly, que envelheceu 8,6 ms a menos que seu irmão gêmeo após 340 dias em órbita.

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Especificações e disponibilidade

A hipótese prevê cordas com densidade de 1021 kg por centímetro e velocidade próxima a 300 000 km/s. A detecção indireta depende de observatórios como o Telescópio Espacial James Webb e radiotelescópios de próxima geração, que buscarão distorções de luz características ao longo da próxima década.

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A realização prática de viagens no tempo exigirá comprovação da existência das cordas e fontes de energia em escala astronômica, desafios que colocam o experimento fora do alcance da tecnologia atual.

Fonte: Olhar Digital

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