Déficit público de R$ 66,6 bi pressiona dívida em julho

Banco Central divulgou déficit de R$ 66,6 bilhões nas contas do setor público consolidado em julho, elevando a dívida bruta para 77,6% do PIB.

O resultado, que engloba governo federal, estados, municípios e estatais, é o pior para julho desde 2020 e supera em mais de três vezes o rombo registrado no mesmo mês de 2024 (R$ 21,3 bilhões). O BC atribui parte da deterioração à concentração no pagamento de precatórios, que somaram R$ 35,6 bilhões no período.

No acumulado de janeiro a julho, o déficit primário chega a R$ 44,5 bilhões (0,61% do PIB), desempenho melhor que o saldo negativo de R$ 64,7 bilhões apurado em igual intervalo do ano passado. Ainda assim, o governo segue distante da meta de zerar o rombo em 2025, mesmo considerando a tolerância de até 0,25% do PIB prevista no arcabouço fiscal.

Ao incluir os juros da dívida, o resultado nominal de julho salta para R$ 175,6 bilhões, levando o déficit em 12 meses a R$ 968,5 bilhões (7,86% do PIB). O aumento pressiona a nota de crédito do país e reforça preocupações de mercado com o ritmo de crescimento da dívida, que pode chegar a 93,5% do PIB em 2034, segundo projeções.

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Detalhamento dos números

Em julho, o governo federal respondeu por R$ 56,4 bilhões do déficit, enquanto estados e municípios ficaram com R$ 8,1 bilhões e estatais, R$ 2,05 bilhões. No front da dívida, o aumento de 0,9 ponto percentual em um mês — agora em R$ 9,6 trilhões — reforça o desafio de conter gastos, mesmo com o novo arcabouço limitando a expansão da despesa a 70% do crescimento real da arrecadação.

Fonte: G1

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