O dólar abriu esta quinta-feira em alta de 0,13%, cotado a R$ 5,459, refletindo a cautela dos investidores antes da divulgação dos dados de emprego nos Estados Unidos.
Por volta das 9h10, a moeda norte-americana renovou máximas intradiárias diante da perspectiva de cortes nos juros do Federal Reserve caso o relatório oficial de empregos — que será publicado amanhã — confirme o desaquecimento do mercado de trabalho.
No Brasil, o foco recai sobre a divulgação da balança comercial de agosto e sobre o terceiro dia do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, agendado para a próxima terça-feira (9). O ambiente político adiciona volatilidade ao câmbio, especialmente após sinais de que bancos locais podem ser pressionados por sanções dos EUA.
Fatores que pressionam o câmbio
Além das incertezas externas, a produção industrial brasileira caiu 0,2% em julho frente a junho, segundo o IBGE, marcando nova desaceleração do setor. A combinação de Selic em 15% e tarifas de 50% impostas pelos EUA sobre produtos nacionais mantém o horizonte de crescimento baixo e restringe a entrada de capital estrangeiro.
Ibovespa e bolsas globais
Enquanto o Ibovespa só inicia negócios às 10h, Wall Street fechou a última sessão com Nasdaq e S&P 500 em leve alta, sustentados pelos papéis da Alphabet. Já o Dow Jones recuou, refletindo realização de lucros. Na Europa, índices recuperaram parte das perdas da véspera, enquanto Ásia teve desempenho misto, com destaque para a queda de 1,16% em Xangai.
Imagem: Internet
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Fonte: g1 Economia