Usina Nuclear de Kursk pegou fogo após a queda de um drone ucraniano; autoridades russas afirmam que não houve vítimas nem aumento de radiação.
O incidente ocorreu na madrugada de domingo e faz parte de uma série de ataques de Kiev contra alvos em território russo. Segundo a administração da usina, as chamas foram controladas rapidamente, e sensores não registraram alterações nos níveis de radiação. O ataque coincidiu com o Dia da Independência da Ucrânia, amplificando sua carga simbólica.
Além de Kursk, Moscou relatou a interceptação de drones em áreas distantes da linha de frente, como São Petersburgo e o porto de Ust-Luga, onde um terminal de combustíveis da Novatek foi atingido. Já a Ucrânia enfrentou, na mesma noite, um míssil balístico e 72 drones kamikaze Shahed; 48 teriam sido derrubados, segundo a força aérea local.
O conflito, que já dura três anos e meio, permanece praticamente estagnado. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) voltou a alertar para os riscos de combates próximos a instalações nucleares. Com um exército menor e menos equipado, Kiev tem usado drones para atingir infraestrutura energética russa e pressionar a economia do país.
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Imagem: evanhuang
Impactos e reações internacionais
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky declarou que os ataques refletem a frustração diante do impasse diplomático e reforçou que “a Ucrânia não é vítima, é lutadora”. Já o Kremlin descartou novas reuniões de paz, enquanto líderes como o papa Leão XIV e o presidente dos EUA, Donald Trump, pedem uma solução negociada. Especialistas temem que confrontos próximos a usinas nucleares aumentem a chance de um desastre radiológico.
Fonte: Olhar Digital