Um estudo publicado na revista Nature sugere que a Amazônia pode entrar em um ponto de não retorno antes de 2100, desencadeando a perda irreversível de biodiversidade e impactos climáticos globais.
Os pesquisadores analisaram 40 anos de dados sobre precipitação, cobertura vegetal e temperatura, concluindo que até 47% da floresta já apresenta sinais de degradação que reduzem sua capacidade de regeneração. Caso o desmatamento e o aquecimento global avancem no ritmo atual, o bioma pode colapsar, transformando-se em savana e liberando bilhões de toneladas de CO₂.
Em entrevista ao Olhar Digital News, o climatologista Carlos Nobre explicou que o processo pode ser acelerado por secas mais frequentes e pela redução das chamadas “chuvas de recirculação”, formadas pela própria evapotranspiração da floresta. Para ele, zerar o desmatamento até 2030 e cumprir as metas do Acordo de Paris são medidas essenciais para evitar a catástrofe.
O especialista também destacou iniciativas de monitoramento por satélite e o uso de inteligência artificial (IA) para prever focos de incêndio, além da necessidade de políticas públicas que incentivem atividades econômicas de baixo impacto, como bioeconomia e manejo florestal sustentável.
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Imagem: Notícias de tecnologia portal Avgreview 7
Principais pontos do estudo
– Probabilidade de colapso aumenta se a temperatura média subir mais 2 °C.
– Desmatamento já atinge cerca de 18% da área original da Amazônia.
– Sistemas de alerta por IA podem reduzir em 30% o tempo de resposta a incêndios.
– Metas de reflorestamento precisam atingir 5 milhões de hectares até 2030.
Fonte: Olhar Digital