O governo Trump passou a cobrar uma taxa de US$ 100 mil (R$ 500.000 – cotação 23/09/2025) para novos pedidos do visto H-1B, usado por profissionais de alta qualificação.
Gigantes de tecnologia no Vale do Silício e startups relatam à Reuters que já revisam seus planos de contratação, orçamentos e alocação de mão de obra. Advogados de imigração afirmam que algumas companhias Fortune 100 discutem transferir vagas para Índia e outros países onde mantêm centros de P&D.
A medida contraria a estratégia histórica das empresas, que utilizavam o H-1B para atrair talentos internacionais recém-formados em pós-graduação nos EUA. Segundo a Pew Research, 141 mil novos vistos foram aprovados em 2024, a maioria em funções de TI, apesar do teto anual de 65 mil definido pelo Congresso.
Impacto em grandes empresas e startups
Para corporações de capital robusto, a nova cobrança representa aumento, mas não inviabiliza a contratação. Já startups com menos de 25 funcionários, cujos pacotes de remuneração privilegiam participação acionária, podem ser as mais prejudicadas, aponta a Menlo Ventures.
Além de possíveis demissões de titulares do visto, especialistas temem retração na fundação de novas empresas por imigrantes. Mais da metade das startups americanas avaliadas em US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões – cotação 23/09/2025) ou mais tem ao menos um fundador estrangeiro, segundo a National Foundation for American Policy.
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Advogados apostam em ações judiciais para anular ou reduzir a cobrança, argumentando que o Executivo excedeu a autorização do Congresso. Caso a regra permaneça, investidores como a Red Glass Ventures preveem “êxodo dos cérebros mais brilhantes do mundo”.
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Fonte: UOL / Reuters