A Europol revelou o uso de Inteligência Artificial (IA) forense para acelerar a identificação de crianças vítimas de exploração sexual em imagens divulgadas na internet.
Entre 8 e 19 de setembro, especialistas de 22 países analisaram mais de 5 000 fotos e vídeos de abuso infantil (CSAM) na sede da agência, em Haia. O sistema de IA comparou rostos, objetos e metadados e conseguiu conectar diferentes cenas, mesmo hospedadas em servidores e plataformas de países distintos.
Graças à automação, as autoridades localizaram 51 vítimas e prenderam dezenas de suspeitos, incluindo um agressor francês envolvido em múltiplos casos de tortura infantil. O algoritmo indicou coincidências entre dois vídeos, apontou a provável origem na França e permitiu que investigadores locais resgatassem a criança e capturassem o criminoso. A ação integra a 17ª edição da Victim Identification Task Force (VIDTF), que já analisou 111 milhões de arquivos e salvou 1 010 menores desde 2014.
Especificações e disponibilidade
A solução emprega reconhecimento facial, mapeamento de ambientes e correlação de hashes de arquivos para cruzar evidências em bancos de dados internacionais. Ao reduzir o tempo de triagem manual, a IA amplia a chance de localizar vítimas ainda em perigo e facilita a remoção de conteúdo ilícito em plataformas criptografadas.
A ferramenta permanece restrita às equipes de cibercrime infantil da Europol e de polícias parceiras, sem previsão de liberação pública. Os resultados desta edição serão compartilhados com a plataforma Stop Child Abuse – Trace an Object para ampliar a colaboração global.
Imagem: Internet
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Fonte: TecMundo