Google sofre nova condenação antitruste de US$ 425 mi

Um júri federal dos EUA condenou o Google a pagar US$ 425,7 milhões (R$ 2.214 milhões – cotação 18/08/2025) por coletar dados de quase 100 milhões de usuários mesmo após estes desativarem o rastreamento em seus smartphones.

A decisão, originada de uma ação coletiva aberta em 2020, classificou a conduta da empresa como interceptação ilegal de atividades privadas. Paralelamente, o juiz Amit Mehta determinou que o Google compartilhe seus dados de busca com concorrentes, rejeitando um pedido do Departamento de Justiça que exigia a venda do navegador Chrome.

As novas regras limitam contratos de exclusividade — como o firmado com a Apple para ser buscador padrão no iPhone — e se estendem à inteligência artificial generativa, bloqueando práticas que poderiam consolidar monopólio em serviços de IA. Startups como OpenAI e Perplexity poderão, em tese, acessar o banco de dados de busca da gigante para desenvolver alternativas.

Na Europa, a Comissão Europeia adiou o anúncio de uma multa por suposto favorecimento de serviços próprios de publicidade digital, em meio a negociações comerciais com os Estados Unidos sobre tarifas automotivas. Autoridades alemãs alertam que o atraso cria um precedente perigoso ao misturar política comercial com aplicação de leis de concorrência.

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Especificações e disponibilidade

A sentença norte-americana passa a valer assim que o juiz emitir a ordem final; o Google já anunciou que vai recorrer. As exigências antitruste têm vigência inicial de dez anos, podendo ser prorrogadas. Na UE, a eventual multa ainda não tem valor definido nem data confirmada.

Fonte: UOL Tilt

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