Governo planeja supercomputador e indústria de chips

O governo brasileiro confirmou investimento de R$ 1,8 bilhão na compra de um novo supercomputador de classe mundial e pretende ampliar a produção nacional de chips.

Segundo o embaixador Eugênio Vargas Garcia, a indústria local cobre apenas 10 % da demanda de semicondutores, deixando o país vulnerável a sanções e variações de oferta no exterior. O diplomata defende foco em pesquisa, formação de talentos e infraestrutura para garantir soberania digital e fortalecer a posição do Brasil no cenário geopolítico.

Garcia lembra que o supercomputador Santos Dumont, operando hoje a 20 petaflops, já foi decisivo em pesquisas climáticas e biomédicas. O novo equipamento, previsto no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), deve figurar entre os mais potentes do mundo, oferecendo base de hardware para avançar em IA, modelagem de clima e simulações militares.

Especificações e disponibilidade

O edital preliminar exige desempenho acima de 100 petaflops, arquitetura híbrida CPU/GPU, consumo otimizado por refrigeração líquida e integração direta à Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). A instalação está prevista para 2026, em centro ainda a ser definido pelo MCTI. O investimento virá de recursos já alocados no orçamento federal e em fundos setoriais.

Além do supercomputador, o Itamaraty estuda a construção de um cabo submarino ligando Brasil, África, Oriente Médio e Ásia para reduzir custos de tráfego de dados e dependência de rotas controladas por EUA ou Europa.

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Fonte: UOL Tilt

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