A Lotus anunciou nesta quinta-feira que pretende eliminar até 550 postos de trabalho no Reino Unido, o que corresponde a cerca de 40% dos 1,3 mil funcionários locais.
Em nota, a montadora – controlada pelo grupo chinês Geely – afirmou que a medida é necessária para “garantir um futuro financeiramente sustentável” em meio à rápida transformação da indústria automotiva e às incertezas criadas pelas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos.
O pacote tarifário do governo Donald Trump elevou em abril as taxas sobre veículos estrangeiros; um acordo posterior entre Londres e Washington reduziu a tarifa de 27,5% para 10% nos primeiros 100 mil carros britânicos, mas o percentual continua superior ao patamar anterior. Segundo dados setoriais, as exportações britânicas voltaram a crescer em julho, já sob as novas regras.
Além de sua histórica sede em Hethel, no leste da Inglaterra, a Lotus mantém outras instalações no país e uma linha de produção em Wuhan, na China. A empresa avalia agora realocar parte da engenharia e reforçar investimentos em eletrificação para cumprir metas de emissões e reduzir custos logísticos.
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Imagem: Evan Vucci
Reestruturação e próximos passos
A companhia iniciará consultas com sindicatos nas próximas semanas; os cortes devem ser concluídos até o início de 2026. A Lotus não detalhou o impacto financeiro imediato, mas sinalizou que continuará a lançar modelos elétricos premium voltados principalmente aos mercados europeu e asiático.
Fonte: g1