A NASA revelou novas etapas para erguer um reator nuclear na superfície lunar ainda nesta década, peça-chave para uma presença humana contínua no satélite.
Durante coletiva em 5 de agosto, o administrador interino Sean Duffy destacou que o fornecimento confiável de energia será o alicerce da futura “economia lunar”. O módulo deverá entrar em operação até 2030, sustentando bases científicas e, posteriormente, missões em direção a Marte.
Segundo o professor Clive Neal, da Universidade de Notre Dame, o primeiro desafio é escolher um polo com gelo abundante, essencial tanto para a tripulação quanto para o resfriamento do sistema. A NASA conta hoje com as sondas LRO e ARTEMIS e pretende reativar o rover VIPER para mapear depósitos de água nos próximos dois anos.
Outra barreira envolve a nuvem de detritos levantada pelos pousos: estudos indicam que o reator deverá ficar atrás de formações rochosas naturais ou a pelo menos 2,4 km dos locais de descida até que uma plataforma definitiva seja construída.
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Imagem: Gorodenkoff
Especificações e disponibilidade
• Potência prevista: 40 kW contínuos por 10 anos
• Refrigeração com gelo lunar e radiadores externos
• Múltiplos lançamentos Artemis para levar módulos e equipe
• Instalação projetada para 2028-2030 no polo sul lunar
O investimento total não foi divulgado, mas a agência estima concluir a infraestrutura antes da missão Artemis V, prevista para o fim da década.
Fonte: Olhar Digital