Óculos inteligentes podem revolucionar atribuição de anúncios

Óculos inteligentes equipados com câmeras, IA generativa e modelos avançados de visão computacional prometem acabar com o “achômetro” na publicidade.

A proposta, debatida por especialistas após o lançamento dos Ray-Ban Meta, é usar wearables para registrar cada anúncio que entra no campo de visão do usuário — de outdoors a banners em apps — e cruzar esses “olhares confirmados” com a compra efetiva. Segundo defensores da ideia, seria possível migrar do tradicional CPM (pagar por 1.000 impressões) para um inédito “CPO”, em que marcas pagariam apenas quando o consumidor realmente encarar o anúncio.

A tecnologia necessária já existe: processadores ARM de baixa potência, baterias que duram até oito horas e APIs de detecção de logos com mais de 80 % de precisão. Empresas como a VISUA oferecem reconhecimento de marca em tempo real, enquanto modelos generativos classificam emoções e contexto semântico. O custo dos dispositivos também caiu: de US$ 1.500 (R$ 7.800 – cotação 27/04/2024) no Google Glass, em 2013, para US$ 299 (R$ 1.555 – cotação 27/04/2024) no Ray-Ban básico.

Especificações e disponibilidade

O conceito exige óculos com câmera Full HD, chipset de IA dedicado, armazenamento local criptografado e conectividade Wi-Fi/5G. O software agrega detecção de logo, rastreamento ocular por infravermelho e dashboards de atribuição em tempo real. Apesar de provas de conceito em agências nos EUA, a adoção em massa depende de aprovação regulatória (GDPR, CCPA) e de ao menos 10 % da população usando o wearable para gerar massa crítica de dados.

Se cumprir essa escala, o mercado de publicidade — que movimenta cerca de US$ 500 bilhões (R$ 2,6 trilhões – cotação 27/04/2024) ao ano — pode ser reprecificado com base em atenção real, reduzindo desperdício estimado em até 70 % dos orçamentos de mídia.

Óculos inteligentes podem revolucionar atribuição de anúncios - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Para mais detalhes sobre o ecossistema de wearables, confira nosso site.

Fonte: TecMundo

Rolar para cima