A SpaceX revelou um plano inédito de reabastecimento orbital para a Starship, capaz de reduzir o intervalo entre lançamentos para menos de uma hora.
No novo conceito, duas naves Starship se acoplam em órbita: a reserva transfere propelente à principal, que segue viagem rumo a destinos como Marte. A manobra depende de um conector retrátil e reproduz, em parte, a experiência da empresa ao acoplar cápsulas Crew Dragon à Estação Espacial Internacional.
Elon Musk afirma que a operação é “essencial” para enviar as 1 milhão de toneladas de carga necessárias à construção de uma cidade autossustentável no planeta vermelho. Com a capacidade atual de 150 t por voo, seriam exigidos mais de 6 mil lançamentos – viáveis, segundo o executivo, caso o propulsor Super Heavy seja reabastecido em 30 a 40 minutos e reutilizado inúmeras vezes ao dia.
Para atender à demanda, a SpaceX ergue o complexo Gigabay, na Flórida, com 75 mil m² para produção, manutenção e armazenamento de milhares de naves por ano. A conclusão das obras está prevista para o fim de 2026.
Além de missões interplanetárias, Musk vislumbra voos ponto a ponto na Terra: rotas como Los Angeles–Tóquio seriam percorridas em menos de 30 min, graças à velocidade orbital de 25 Mach.
Imagem: Internet
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Especificações e disponibilidade
– Capacidade de carga: até 150 t por lançamento reutilizável.
– Propelente: metano líquido e oxigênio líquido.
– Propulsor Super Heavy: 33 motores Raptor, retorno à base em ~5 min.
– Reabastecimento orbital: transferência nave-a-nave via conector automatizado.
– Produção em série: início em 2026 no Gigabay (Flórida).
– Meta: 1 lançamento Starship por hora a partir de 2027, sujeito a licenças regulatórias.
Fonte: G1