Symbian reinou absoluto nos celulares dos anos 2000, mas acabou sufocado por erros internos e pela ascensão de Android e iOS.
Criado pela britânica Psion e abraçado por gigantes como Nokia, Sony Ericsson e Motorola, o sistema ganhou fama graças à interface gráfica avançada para a época e ao consumo baixo de energia. No pico, cerca de 70 % dos “smartphones” vendidos mundialmente rodavam alguma variante do Symbian, incluindo aparelhos icônicos como o Nokia N95 e o Communicator 9210.
O sucesso, porém, carregava a própria armadilha: cada fabricante personalizava o software, o que gerou fragmentação severa. Aplicativos feitos para a plataforma S60, por exemplo, não rodavam sem ajustes em aparelhos UIQ. A curva de aprendizado para novos desenvolvedores era alta, os bugs se multiplicavam e as ameaças de segurança se tornavam mais frequentes.
Ascensão do Android e virada de chave
A chegada do iPhone em 2007 — seguida pelo primeiro celular com Android no ano seguinte — escancarou a defasagem do Symbian. Enquanto Apple e Google ofereciam SDKs unificados e lojas de aplicativos centralizadas, a Nokia tentava reorganizar a casa comprando todas as ações da Symbian Ltd. e criando a Symbian Foundation, que tornaria o sistema “aberto”. A mudança veio tarde: já em 2012 a participação de mercado despencava para 4,4 %.
Derradeira tentativa e retirada de cena
Atualizações como Symbian^3, Anna e Belle trouxeram suporte a telas sensíveis ao toque e licenciamento gratuito, mas não impediram o êxodo de usuários. Em 2011, sob o comando de Stephen Elop, a Nokia anunciou a troca definitiva para o Windows Phone. O último aparelho a sair de fábrica com Symbian foi o Nokia 808 PureView, famoso pelo sensor de 41 MP, em 2012. O suporte oficial terminou no fim de 2013.
Imagem: Internet
Hoje, poucos entusiastas mantêm aparelhos antigos desbloqueados e dependem de repositórios comunitários para instalar apps. A desativação gradual das redes 2G/3G limita ainda mais a usabilidade desses dispositivos.
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Fonte: TecMundo