Donald Trump declarou que as tarifas de importação impostas durante seu governo seguem válidas, mesmo após a Corte de Apelações do Circuito Federal considerar a medida ilegal.
Em postagem na própria rede social, o republicano classificou o colegiado de “altamente partidário” e disse que, “com ajuda da Suprema Corte”, manterá a taxação sobre centenas de países. O ex-presidente argumenta que retirar as tarifas “enfraqueceria financeiramente” os Estados Unidos, reafirmando que elas são “a melhor ferramenta” para proteger trabalhadores e empresas que produzem no país.
A decisão judicial analisou dois processos que questionam o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para justificar tarifas aplicadas em fevereiro e abril de 2025. Para os magistrados, a lei — criada em 1977 para sanções econômicas — não concede ao presidente autorização explícita para criar tributos, prerrogativa que, pela Constituição, cabe ao Congresso.
Impactos econômicos imediatos
Nos mercados, o veredito pressiona a estratégia tarifária que pautou boa parte da política comercial de Trump. Analistas apontam possível aumento da volatilidade, especialmente em setores como aço e alumínio, ainda protegidos por outras bases legais. Caso o Supremo mantenha a decisão, especialistas veem risco de abertura para ações indenizatórias de empresas afetadas pelas sobretaxas.
Próximos passos
O Departamento de Justiça deve recorrer, buscando efeito suspensivo até que a Suprema Corte avalie o mérito. Enquanto isso, exportadores de China, Canadá e México mantêm cautela, temendo revés que restabeleça tarifas num cenário de incerteza eleitoral nos EUA.
Imagem: Internet
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Fonte: G1