A União Europeia estuda redefinir as regras de consentimento de cookies para reduzir os irritantes pop-ups sem sacrificar a privacidade dos usuários.
Em reunião nesta semana, autoridades do bloco e representantes da indústria de tecnologia revisitaram a e-Privacy Directive — norma de 2009 que obriga sites a pedir autorização para cookies não essenciais. A proposta principal é permitir que o visitante salve suas preferências uma única vez, com navegadores aplicando essa escolha automaticamente em outros domínios.
Também está sobre a mesa dispensar banners para cookies estritamente necessários ao funcionamento dos sites e para métricas internas básicas, mantendo a exigência de consentimento apenas para rastreamento de marketing e publicidade. Especialistas defendem que o bombardeio de janelas faz muitos usuários clicarem em “aceitar tudo” sem ler, esvaziando o conceito de consentimento informado.
Próximos passos
As discussões continuam ao longo de 2024, paralelamente à tramitação do futuro Digital Fairness Act, que pode consolidar as mudanças a partir de 2025. Por ora, o debate se restringe à União Europeia; o Brasil, amparado pela LGPD, não tem previsão de adotar modelo semelhante.
Imagem: Internet
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Fonte: TecMundo