Uma campanha coordenada em grupos de WhatsApp e Telegram propagou a ideia de que o Banco do Brasil (BB) estaria à beira da falência, incentivando correntistas a sacar seus recursos.
Os disparos começaram em 14 de agosto e atingiram o pico em 21/08, segundo monitoramento da Palver em mais de 100 mil grupos públicos. O boato ligava uma suposta “punição” dos EUA — via Lei Magnitsky, que sancionou o ministro Alexandre de Moraes — ao bloqueio de ativos do BB, banco onde ministros do STF recebem salário. Influenciadores bolsonaristas usaram a brecha para reforçar narrativas de instabilidade financeira.
A Advocacia-Geral da União, acionada pelo Banco Central, enviou notícia-crime à Polícia Federal, apontando “intenção de gerar caos no sistema financeiro”. Entre os investigados estão perfis de parlamentares e do advogado Jeffrey Chiquini, autor da mensagem “tire seu dinheiro de lá”.
Em nota, o BB garantiu operar “em plena conformidade” com a legislação brasileira e internacional, além de prometer ações legais contra “publicações inverídicas”. O movimento fez as menções negativas recuarem já em 22/08. Sindicatos de bancários também organizaram ato na Avenida Paulista em defesa da instituição.
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Imagem: Internet
Contexto econômico e próximos passos
O temor se somou ao lucro líquido ajustado de R$ 3,8 bilhões no 2º trimestre — 60 % abaixo de 2024 — e ao adiamento do pagamento de dividendos para 11/12/2025, movimento visto por analistas como precaução diante da alta inadimplência do agronegócio. A PF agora apura se houve “coordenação de ataques” visando desestabilizar a confiança no BB, enquanto o Ministério da Fazenda monitora possíveis impactos sistêmicos.
Fonte: G1